A Lança e a Enxada
Treviso, aos 07-08-1971
Tradução
Frei Antônio Guizzardi e Frei Paulo Fioravante Zanatta.
BERBERE (bé) S. 2 g. 1. Individuo dos berberes,
raça que engloba povos muçulmanos da Africa setentrional. S. m. 2. Língua cananítica, aparentada com antigo
libico, hoje dialetalmente muito fragmentada e com muitos traços de influência
árabe, falada sobretudo no Saara meridional. Adj. 2 g. 3 Pertencente ou relativo aos berberes. ( Dicionário Aurélio. 2º Edição, ampliada
Nova Fronteira. RJ.)
O Berbere é
falado em dialeto muito numeroso em todas as ramificações do Atlas, e na série
de oásis que sucedem por detrás desta cordilheira de montanhas até o
Congo. Outras línguagem do tronco
arameano atestam a dominação das nações semíticas.(Hist Univ. de Césare Cantu
Vol X).
BERBERIS.
Etnogr. Tribu de la Arabia que habita em las montanãs de Bamian, em el Khorasan
Oriental. Suponen algunos que pertenece à la familia de los Hedsaré, aunque
estos consideram , de raza inferior à los berberis. ( Enciclopedia Universal
Ilustrada EUROPEO AMERICANA).
BERBER, cid. Da alta Núbia na margem direita do Nilo 20.000 h
BERBERE ou Berber, s, m. língua dos berberes. Adj. Relativo aos
berberes.
BERBERE, REÇA DA África sentritional, que compreende os Kabylas, os
Tuaregues, várias tribos de Marrocos.
KABÝLIA ou Cubila parte da Argélia, habitada pelos Kabylas no
departamento de Argel e de Constantinopla. Divide-se em Kabýlas grande e
Kabýlas pequenos ou Djurdzura contorna, como se fosse uma alta muralha, a
grande Kabýlia, região agrícola, fértil e bem irrigada.
Os principais cursos de água
são: o Isser, o Sahel e o Sabaú, muito laboriosos, são raça berbere. A sua
língua embora escrita em caracteres Árabes, continuou berbere. Kabýlia foi
conquistada em 1857 pelo marechal francês Randon. Os Kabýlas sublevaram-se
várias vezes contra a dominação francesa e foram submetidos definitivamente
pela expedição de 1871.
...Quando
os azenegues conquistaram Audagoste, a aparência da cidade – “encantadora”,
segundo Ibne Hawkal – era a de um vergel. Onde os nômades, muito provavelmente
, se guardaram de viver. Acamparavam à sua borda, em tendas ou em precários
abrigosde caniço e de ramos. Mas tinham sob controle o acesso à urbe e lhe
taxavam o comércio, cuja prática deixavam nas mãos dos zanattas. Do livro (A ENXADA E A LANÇA ) A África antes dos Portugueses de Alberto da
Costa e Silva. Editora Nova Fronteira. Edusp.
ZENATAS. Conjunto de populações de origem berbere que habita o sul
da Argélia. Bilbliografia: Grande enciclopédia Larousse Cultural, nova cultura
ltda. 1989 nº 24 pag 6053.
TUAREGUE, povo nômade, de raça berbere, que habita o Saara, entre
os mouros, a oeste, e os Tibus a este. ( TUAREGUE é o plural de Targui). Os
Tuargues dividem-se num certo número de confederações, as principais das quais
são os Azgher, os Ahaggar e os Auellimiden. São salteadores, cujos ataques
tornam pouco segura a travessia do Saara.
GETÚLIA, antiga região da
África ao sul do atlas, entre, a Numídia e a Mauritânia, hoje Biled-ul-Djerid (
região das tâmaras), parte sul de Marrocos.
GÉTULOS, povo berbere da África
antiga, habitantes da Getúlia e de que descendem , segundo se crê, os atuais
Kabylas.
LELLO UNIVERSAL EM 4 VOLUMES,
Editores proprietários da Livraria Chardron; rua dascarmelitas, 144. Porto.
BERBERE (BÉ) adj. m.e.f. (ár barb Etnol. Relativo aos berberes. S.
m. e f. Indivíduo dos berberes. 1. Ramo da família lingüistica afro-asiática,
que compreende línguas faladas por minorias do Norte da África e do Saara.
2. Qualquer uma dessas línguas
ou conjuntos delas, considerado uma só língua com numerosos dialetos. S. m.
pl. Povo caucasóide do Norte da África,
ao oeste de Tripoli, estreitamente relacionado aos europeus meridionais,
egípcios e etíopes.
DICIONÁRIO BRASILEIRO DA LINGUA PORTUGUESA, Companhia melhoramentos
de São Paulo 14º. Vol 1º. Edição,
1995.
Berbere. Conjunto de etnias de
línguas berbere que habitam a África do Norte. O problema da origem dos
berberes, que ás vezes são consideradas como população original da áfrica do
\norte, ainda não está resolvido. Divididos em numerosas tribos rivais,
mas capazes de se unirem momentaneamente
contra os estrangeiros, os berberes (nasamons e psilos da Líbia, garamantes do
Saara, númidos, getulos e mouros do Maghreb) não constituíram estados
centralizados e duradouros. Os poderosos reinos númidas de Masinissa e de
Jugurta e o reino mautirânio de Juba II foram exceções. Os berberes sofreram a
influência civilizada de Cartago e, em menor medida, de Roma. Os berberes
opuseram aos árabes uma resistência feroz (feitos da lendária Kahina ou maciço
de Aurès), que retardou a conquista. A Islamização fez grandes progressos no
início do séc. VIII, e os berberes formaram o grosso das tropas que
conquistaram a Espanha. No Maghreb, opusera-se ao poder central árabe, adotando
doutrinas religiosas cismáticas: kharidjismo (século VIII-IX), xiismo fatímida
( séc X). Duas dinastias berberes chegaram a unir a áfrica do norte sob sua
autoridade: os almorávidas (nômades do grupo dos sanhadjas) e os amôadas
(sedentários do grupo dos masmudas). No séc, XIII, o Maghreb foi dividido entre
os reinos háfsida, abdaluádida e marínida, cujas soberanos, de origem berbere,
adotaram a civilização arábico –andaluza. As tribos berberes escaparam ao
controle destes últimos. Formaram as ilhas berberófonas da Argélia e do
Marrocos contemporâneos. Grande Enciclopédia Larousse Cultural. Pág 737
Zenatas: conjunto de populações de origem berbere que habita no sul
da Argélia. . Grande Enciclopédia Larousse Cultural. Editora Plural Editora e
Gráfica. 1999
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